sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Muito além do prazer!


Um raio-x das DSTs com a sexóloga Cristina Silva

 
A palavra de ordem é prevenção, segundo dados do Ministério da Saúde (OMS), 10 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de Doença Sexualmente Transmissível (DST).
 
Outro dado que merece um alerta, vem do Hospital das Clinicas de São Paulo, 65% das mulheres pegam HPV (papiloma vírus humano) logo na primeira relação sexual.
 
O lema "prevenir é melhor do que remediar", se faz presente e atual.
 
Para evitar que você seja a próxima vítima, a sexóloga Cristina Silva tira todas as dúvidas sobre o assunto.
 
UNIVERSO DA MULHER – Quais são os sintomas de uma DST?
CRISTINA SILVA – As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são causadas por vários agentes, assim como as formas de transmissão, principalmente, por contato sexual sem uso consciente de preservativo (camisinha), seja feminina ou masculina, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas DSTs são de fácil tratamento e com soluções rápidas, em outros casos requer tempo e o tratamento pode ser mais difícil. Portanto, o velho ditado popular se faz necessário e mais atual do que nunca, "quem vê cara, não vê coração e nem DST", logo a prevenção e essencial.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Quem é mais vulnerável a contrair uma DST, o homem ou a mulher?
C.S. – Ambos podem contrair uma DST, porém, as mulheres, em especial, devem ser bastante atenciosas, já que, em diversos casos, não são fáceis distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns de seu organismo.  Algumas delas, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves e até a morte.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Transar no período da menstruação e sem uso de preservativo aumenta a possibilidade de contaminação?
C.S. – Transar menstruada e sem preservativo favorece e muito a contaminação. Isso acontece porque o sangue é a principal forma de transmissão de doenças como hepatite, sífilis e Aids. Durante o ato sexual, pelo atrito, ocorrem pequenos ferimentos na pele que favorecem a absorção dos transmissores dessas doenças.
 
 
UNIVERSO DA MULHERSe durante as preliminares, houver contato entre órgão Sexual, sem o uso de preservativo, existe possibilidade de contaminação?
C.S. – Não necessariamente nessa ordem, só pelo fato de encostar é difícil, mas podem ocorrer contaminações se o órgão sexual estiver eliminando secreções contaminadas.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – É possível identificar se o parceiro (a) possui alguma DST?
C.S. – Na maioria dos casos é impossível verificar algumas doenças, pois no momento da relação sexual as pessoas costumam se lavar mascarando os sintomas. Algumas até usam roupas que disfarçam os sinais. O ambiente pode estar escuro, o local pode ser inadequado e a própria excitação colabora para a falta de precauções. Observe bolinhas, verrugas, secreções, mau cheiro, feridas e qualquer outro ferimento. Em todos esses casos, é melhor evitar a relação sexual e buscar ajuda de um profissional.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Sexo oral e anal é mais perigoso do que a penetração vaginal? Por quê?
C.S. – Para cada caso existe uma explicação distinta, no sexo oral a boca entrará em contato com as secreções do pênis, da vagina ou do ânus que poderão ter HPV, HIV, uretrites e sífilis. Já no sexo anal, é pouco mais perigoso, pois a mucosa anal absorve com maior facilidade qualquer transmissor de DSTs que a vaginal. Na relação anal é mais fácil sofrer pequenas lesões da mucosa pelo maior atrito e pela não lubrificação natural que a vagina tem.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Usar o preservativo só no ato da penetração é válido para evitar gravidez e prevenir DSTs?
C.S. – A camisinha deve ser colocada antes de qualquer contato com secreções do parceiro e deve ser usada em tempo integral durante a relação sexual. O homem pode eliminar espermatozóides na secreção que sai durante a excitação, antes da ejaculação. O contato da pele em preliminares e brincadeiras sexuais pode transmitir Herpes, HPV, entre outras DSTs.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Usar de forma errada a camisinha feminina facilita a contaminação? E no caso dos homens, se a camisinha estourar, os riscos são os mesmos?
C.S. – Sem dúvidas, no caso da camisinha feminina, ela perde a função de proteção. Na masculina, o órgão sexual entra em contato direto com as secreções, porém, quanto menor o tempo de contato das genitálias sem a camisinha, menores são os riscos de contaminação.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Qual marca de camisinha é segura?
C.S. – O preservativo masculino é um produto de certificação obrigatória. Por isso, em todos os produtos deverá constar o selo do INMETRO e do órgão credenciado que o certificou. A camisinha passa por um rigoroso processo de avaliação constante, garantindo ao consumidor segurança e qualidade. Quem deve fiscalizar são os usuários, pelos riscos que estão expostos, se a lei não for cumprida.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Há riscos de pegar uma DST em banheiros públicos?
C.S. – É difícil, porém, não impossível haver contaminação nestes locais, mesmo assim, evitar encostar partes do corpo em sanitários com resíduos de urina e fezes. Lavar bem as mãos antes e depois de manusear os genitais é indispensável para a prevenção de doenças.
 
 
UNIVERSO DA MULHER – Beijar na boca e usar objetos de uso pessoal do parceiro pode transmitir DSTs?
C.S. – No caso do beijo pode haver a transmissão do HPV do tipo Condiloma Acuminado (conhecido também como crista de galo, crista de jacaré ou verruga genital). Já com os objetos pessoais, isto é muito difícil de acontecer, por um fator muito importante, os vírus e bactérias não resistem a esses ambientes por mais de alguns segundos.
 
De qualquer forma, nunca compartilhe roupas íntimas, toalhas, sabonetes e vestimentas que entram em contato com suas genitais.
 
A sexóloga finaliza dando uma dica a ser seguida, em especial pelas mulheres.
 
"Escolha bem seu parceiro (a) sexual. O visual, a conversa e o carro podem esconder doenças. Não julgue só pelo que vê! Ter relações sexuais é um direito de todos desde que este ato seja consciente e seguro. Ame primeiro a si mesma", aconselha Cristina.

Homens cada vez mais vaidosos animam mercado

Que terno e gravata, nada. A gama de produtos e serviços oferecida ao universo masculino não para de crescer e vai de jogos eletrônicos à drenagem linfática
 
 
Além dos cosméticos, eles também começam a quebrar tabus em relação a tratamentos estéticos, como drenagem linfática e até depilação.
 
Pesquisa encomendada pela Nivea à Millward Brown Brasil, do grupo Ibope, revela que 14% dos homens se depilam. Nesse grupo, 48% eliminam pelos nas axilas e 27% nas áreas íntimas.
 
O movimento do Centro de Estética e Beleza Khora, em São Paulo, comprova a tendência de preocupação estética.
 
Há um ano, o público masculino representava 5%. Hoje, eles respondem por 20% do movimento do espaço.
 
Para atrair esportistas, explicamos que a drenagem linfática ajuda a relaxar os músculos e a diminuir a retenção de líquidos”, explica Patrícia Castellar Pirozzi, diretora da Khora.
 
O Dia do Noivo faz cada vez mais sucesso.
 
A JJ Cabeleireiros, de São Paulo, oferece a opção desde 1994.
 
Na época, o centro comemorava quando aparecia um cliente no mês.
 
“Poucos estavam dispostos a passar o dia do casamento se dedicando ao corpo”, lembra o sócio Roberto Alexandre Brendim.
 
Hoje a empresa atende 30 noivos por mês.
 
Os preços variam de R$ 700 a R$ 2 mil, de acordo com o pacote, que pode incluir barba com máscaras, maquiagem e até TV a cabo.
 
“Quando se fala em ambiente masculino, muita gente ainda cria cenários caricatos. O desafio é tornar o universo feminino mais acessível aos homens”
Caio Camargo, consultor especializado em varejo e autor do blog “Falando de Varejo

DIA DO NOIVO

A JJ Cabeleireiros atende hoje 30 clientes por mês, contra apenas um há 15 anos

Chupeta e dedo: como lidar com esse hábito dos filhos

Você está com dificuldade de tirar a chupeta do seu filho?
 
Saiba que não está sozinha. Muitos pais ficam apreensivos na hora de eliminar esse acessório da vida das crianças.
 
Assim como chupar o dedo, esse hábito é aceitável até os 2 ou 3 anos. Crianças de 4 ou 5 anos já devem estar longe do dedo, da chupeta e também da mamadeira.
 
Cientistas da Universidade de Washington analisaram 128 crianças entre 3 e 5 anos e revelaram que aquelas que usaram chupeta por pelo menos três anos apresentaram mais chance de ter dificuldades para falar se comparadas àquelas que não tinham o hábito. O mesmo risco apareceu para quem chupava o dedo.
 
O estudo ainda mostrou que crianças que eram amamentadas por mais tempo (em torno de 9 meses) tinham menos chance de ter problema.
 
De acordo com os pesquisadores, sucções fora do aleitamento materno, como chupeta, dedo e até mamadeira, podem ser prejudiciais para a criança, porém outras pesquisas são necessárias para comprovar esses resultados.
 
Para ajudar você a tirar as dúvidas mais comuns de quem está passando por essa fase de eliminar a chupeta e o dedo do dia a dia do filho, selecionamos algumas dicas sobre o assunto:
 
Toda criança adquire o hábito?
Alguns bebês sugam o polegar desde a fase intra-uterina.
É um reflexo de sucção.
 
A chupeta, oferecida pelos pais, pode ou não ser aceita pela criança, dependendo de sua necessidade de sucção.
 
Para algumas, sugar o peito da mãe basta. Outras precisam mais, relaxam, acalmam-se com a chupeta. Mas não há aí relação com a personalidade futura do filho. Sugar é a forma que os bebês têm de se acalmar.
 
É pior chupar dedo? Por quê?
É pior, pois será mais difícil a criança abandonar o hábito.
 
O bebê não pega a chupeta sozinho, mas pode colocar o dedo na boca mesmo dormindo.
 
Dedo ou chupeta fazem mal para os dentes e para a fala?
Sim. A posição da língua na boca fechada é atrás dos incisivos centrais superiores (os dois dentes da frente).
 
Na sucção, ela fica abaixo da chupeta em movimento de vai-e-vem. Isso muda as relações entre os músculos da face, deixando o palato mais alto, os dentes mais protrusos e a musculatura não adequadamente desenvolvida.
 
Mas leva tempo para acontecer. Uma criança de 5 anos que chupa dedo ou chupeta corre mais risco de ter todos esses problemas.
 
Quando o hábito deve ser interrompido?
Por causa dos problemas citados, é aceitável manter esses hábitos até no máximo os 3 anos, quando ainda é fácil corrigi-los. A maioria das crianças abandona o uso da chupeta nessa época.
 
A sucção do dedo pode demorar mais, por estar muito acessível. Porém, o melhor é interromper esses vícios o mais cedo possível. Quando prolongados demais, o risco de problemas bucais aumenta. Há casos em que apenas a colocação de aparelhos nos dentes permanentes poderá corrigi-los.
 
Qual é a melhor maneira de fazer a criança largar?
Não tem um jeito fácil de deixar hábitos. Mas colocar substâncias ruins no dedo ou na chupeta está fora de questão.
 
O melhor é proporcionar à criança um ambiente tranqüilo, seguro e elogiá-la, sem exageros, sempre que não estiver sugando. Não convém também fazer chantagens (oferecendo prêmios para que a criança pare com a mania), ameaças ou comparações do tipo "você fica feia quando chupa o dedo".
 
O ideal é nem mencionar muito o hábito, para que não ganhe proporção além da conta. O recomendável é levar a criança a abandonar o dedo ou a chupeta aos poucos, apresentando-lhe outras opções de distração que usem as mãos.
 
No caso da chupeta, é possível tomar algumas medidas. Não deixe mais de uma chupeta acessível à criança e evite mantê-la presa à sua roupinha para que não seja usada com freqüência. Restrinja o uso apenas para a hora de dormir e retire a chupeta logo que a criança adormecer. Não mergulhe a chupeta em substâncias doces nem a ofereça toda vez que a criança manifestar insatisfação e desejo.
 
Há circunstâncias mais favoráveis à retirada?
Não é boa hora retirar a chupeta se a criança estiver passando por alguma situação nova, de mudança, em casa ou na escola. Uma coisa de cada vez.
 
Mas o nascimento de um irmão, por exemplo, não é justificativa para que o mais velho fique com chupeta (ou mamadeira) pelo período que o outro estiver usando. Dessa forma não se está protegendo, mas prejudicando o mais velho em seu desenvolvimento.
 
Quando a criança reage muito mal à retirada da chupeta, é aconselhável devolvê-la?
Deve-se limitar o uso da chupeta gradualmente, desviando a atenção para outros objetos, dando mais apoio e segurança ao filho. Mas chorar é a reação normal e esperada de qualquer criança. Nada agradável, mas esperada.
 
Os pais precisam estar de acordo com o momento da retirada. Porque, se um dos dois não está convencido, provavelmente o hábito vai permanecer. É comum ter pena da criança como se ela estivesse perdendo algo bom, importante.
 
Mas, se ela não pode nunca chorar sem causar extrema ansiedade na família, provavelmente a chupeta se tornou importante para os pais. E um filho considera importante, estressante, perigoso, amedrontador o que os pais acham.
 
Que reações a criança costuma ter na hora de abandonar o dedo ou a chupeta?
Um pouco de ansiedade, insegurança, birra e possivelmente acordará um pouco mais à noite. É comum. Mas, em geral, dura pouco.
 
É recomendável oferecer a chupeta para a criança deixar de chupar o dedo ou permitir que pegue o dedo ao abandonar a chupeta?
Pegar o dedo após a chupeta não é comum, mas, tanto em uma situação quanto na outra, não há vantagem em trocar de hábito.
 
Melhor seguir firme nas tentativas, nunca castigar, dar proteção e muito reforço positivo, além de distrair a criança com outras opções. Ela mesma vai se encantar ao descobrir que há coisas mais interessantes no mundo do que chupar o dedo ou a chupeta.

Verão sem celulite é ÁGUA

Acabar com a celulite é água   
Com a chegada do verão, as gordurinhas e os furinhos indesejáveis que surgem na pele de 90% das mulheres sob o nome de celulite, são dois vilões que mais incomodam na hora de pegar o bronzeado tão desejado durante o ano.

Manter o corpo hidratado, bebendo muita água durante o dia é fundamental para manter a pele viçosa, melhorar a circulação sanguínea, combater a celulite e ainda perder alguns quilinhos na balança.

Segundo a nutricionista, Elaine Rocha de Pádua, pós-graduada em nutrição nas doenças crônico degenerativas do Hospital Israelita Albert Einstein, “A água é um solvente que representa dois terços do nosso corpo. Ela é responsável por regular a temperatura corporal, atuar no transporte das substâncias, além de promover a limpeza dos órgãos internos e auxiliar na desintoxicação.

Indispensável para a vida e para a saúde, muitas pessoas esquecem ou não tem o costume de beber água, substituindo este líquido por outro, como refrigerante. “A quantidade de água necessária por dia depende das diferenças de cada um, mas o preconizado é em média tomar dois litros por dia. Para quem não tem o costume de ingerir boas quantidades, deve-se começar com três copos e aumentar gradativamente, declara Pádua.

E se hidratar é preciso, uma boa dica é ter como companheira diária a garrafinha em policarbonato da Alto Giro® - fitness – com bastão de gel congelável, que mantém a água gelada por muito mais tempo. Leve e altamente resistente, o recipiente de 650 ml tem design super prático e é inodoro. Aproveite a sugestão da nutricionista, e inclua cinco folhas de hortelã no conteúdo da garrafa e deixe por duas horas, assim você terá uma água duplamente refrescante.

Parto: um ato médico


O Brasil é um dos campeões mundiais em números de cesáreas. Os índices registrados atualmente são muito mais altos do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por esse motivo, entidades médicas, profissionais de saúde e ONGs espalhadas por todo o país tem trabalhado na difícil tarefa de reverter este quadro e incentivar o parto natural, sempre que houver condições.
A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia alerta, no entanto, que parto natural não significa abrir mão de todo o conhecimento e tecnologia disponíveis. Mesmo que todos os exames, histórico e avaliação clínica do médico apontem para o parto normal, o ambiente hospitalar, a presença do médico obstetra e diversos outros cuidados são imprescindíveis. A Medicina não é uma ciência exata e não existem certezas absolutas. Dependendo da evolução do parto, diversas variáveis podem levar à necessidade de uma cirurgia ou de outros procedimentos de emergência. Procedimentos, aliás, que são atos privativos dos médicos.  
Por esse motivo, ainda que a gestante esteja propensa ao parto natural, ela deve ter seu direito à qualidade na assistência ao parto assegurado, o que inclui a presença do médico obstetra e do neonatologista em ambiente hospitalar equipado e pronto para qualquer eventual emergência. O enfermeiro obstetra é um profissional capacitado e treinado para dar suporte à atividade do médico, auxiliando-o tanto no parto normal como na cesárea, mas jamais substituindo-o. Este profissional não tem formação nem mesmo autorização para agir em caso de qualquer intercorrência antes, durante ou imediatamente após o parto.
A chegada do bebê é um momento único na vida da mulher. Cabe a todos nós contribuir para que este momento transcorra com o máximo de segurança, afastando todo e qualquer risco evitável.