A alegria está intimamente ligada ao serviço
É notável quanto serviço tem sido necessário para os avanços da humanidade através dos séculos. A princípio, tudo o que se faz, se constrói, se pesquisa ou inventa tem por finalidade melhorar a vida dos seres vivos.
Não se pode negar que esse empreendedorismo rende benefícios individuais, como prestígio, compensação financeira, satisfação pessoal com o aprendizado ou com sua aplicabilidade. Nem todos os propósitos são honrosos, vale a pena mencionar.
Dentro das dimensões do trabalho existe também a face do servir com gratuidade. O serviço voluntário implica em fazer algo para outra pessoa sem esperar uma gratificação em espécie. Há quem, em atitude magnânima, seja capaz de servir ciente de que não receberá sequer um “muito obrigado”. Aquele que, livre e espontaneamente, se torna voluntário na execução de determinado trabalho pelo simples propósito de fazer o bem, liberta o favorecido de qualquer forma de retribuição.
Há quem julgue esse desprendimento uma insanidade, por ser totalmente avesso à inclinação que temos em lutar pela própria sobrevivência. Mas, quando nos fazemos servos dos outros, enchemos nosso coração com o sentimento da alegria. Aquele que está disposto a trabalhar sem visar recompensas, apenas a alegria de proporcionar bem-estar ao próximo, geralmente é agraciado por uma felicidade que causa admiração a todos quanto o rodeiam.
Nossa Senhora demonstra a alegria de ser serva, indo ajudar sua prima Isabel. Mais tarde, Jesus faz do servir desinteressado um princípio Cristão: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos” (Mt 20,28). Para não nos atermos somente aos grandes propósitos, mas também àqueles ‘pequenos grandes gestos’, temos no Evangelho de Lucas: “Mas quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir”.
A alegria está intimamente ligada ao serviço. Portanto, devemos buscar sempre mais preencher nossas vidas com o belo sentimento da felicidade que proporcionamos aos outros sem que nos tenham pedido e sem esperar nada em troca. Jesus, o Mestre, com sua mãe, Maria, querem nos indicar que a verdadeira alegria está dentro de nós e vem à tona quando deixamos aflorar todo o amor que podemos proporcionar aos pequenos de Deus. A recompensa maior certamente está no céu.
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